quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Música: Lillian Fuchs - The Fuchs Legacy, Vol. 1. Bach: Six Suites for Cello Solo (complete) Played on the viola


Informações do CD (Obrigado à todos que me ajudaram a traduzir!):
Indiscutivelmente a "Primeira Dama da Viola" de todos os tempos. Lillian Fuchs nasceu em Nova York, em 1903, em uma grande família de músicos. Sua estréia foi no ano de 1926, em Nova York, como violinista, mas pouco tempo depois ela escolheu a viola como seu principal instrumento. 

Durante sua longa carreira ela percorreu extensivamente o mundo, muitas vezes se apresentando com seus irmãos, o violinista Joseph Fuchs e o violoncelista Harry Fuchs. Muitos compositores escreveram importantes obras de viola para ela que foram gravadas com maestria. Além de suas performances solo e de câmara, ela era ao mesmo tempo uma professora notável na Juilliard e na Manhattan School of Music e também compositora.


Um dos muitos marcos de sua carreira foi a decisão de organizar e executar as seis suites de Bach para violoncelo solo. A opinião geral era de que essas obras não eram apropriadas para a viola. De fato, o eminente violinista William Primrose manteve a ideia de que as suites não poderiam ser adaptadas com sucesso até Lillian Fuchs o convencer do contrário. E nada menos que a figura de Pablo Casals - o artista que resgatou as suites para o século XX - após ouvi-la tocar no Prades Festival, exclamou depois de um longo silêncio após sua performance: "Na viola soa melhor!"

Lillian Fuchs executou a Suite No. 2 pela primeira vez em público em Abril de 1947, um executivo da Decca ficou tão impressionado que se aproximou dela com o propósito de registrar todas as seis suites. Inicialmente surpresa, ela aceitou o desafio e passou os cinco anos seguintes, organizado, executando, e gravando o conjunto das seis suites no início de 1950. Os comentários sobre suas performances foram positivos e ela recebeu muitos elogios. O The New York Herald Tribune, analisando um recital de Março de 1949, onde ela executou a Suite em C menor, publicou: "Ninguém jamais, em minha experiência, tocou a viola de forma tão grandiosa como Miss Fuchs ... Poucos artistas conseguem transmitir uma satisfação auditiva e intelectual dessa maneira."

As respostas para as gravações de Bach foram igualmente excitantes. O critico do Guia Americano de Gravação, reiterou em Novembro de 1951 que era desnecessário "voltar para Casals por satisfação... Miss Fuchs é boa o suficiente..." e Edward Downes rapsodiou: "...a sonoridade robusta de Miss Fuchs obtida pelo instrumento soa maravilhosamente bem encaixada na música... Cheia de estilo, acolhedora e intensa por um lado, por outro, um temperamento vivido que a leva triunfantemente através da apresentação final.


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